
Cuidar de uma horta vai muito além do contato com a terra; é uma semente plantada para o bem-estar psicológico. Com essa visão, dezenas de discentes promoveram uma ampla campanha de educação em saúde e ambiental em Paulo Afonso-BA, focada nos efeitos antiestresse da jardinagem como terapia complementar.
A mobilização, dividida em duas etapas, percorreu importantes dispositivos de saúde do município para conscientizar pacientes e familiares. No dia 27 de agosto, em integração com o eixo PIESS e focando no cuidado psicossocial, 36 alunos e 6 professores visitaram o CAPS II, o CAPS AD e o Núcleo Desenvolver (RAPS). Semanas depois, no dia 17 de setembro, a ação se estendeu às Unidades de Saúde da Família (USF) Santa Inês e Padre Lourenço, abordando cerca de 30 usuários.
Durante os encontros, os estudantes dialogaram com a população e distribuíram panfletos educativos – elaborados pelo próprio grupo – sobre como os trabalhos manuais com plantas auxiliam no manejo da saúde mental. O material excedente foi fixado e disponibilizado nas unidades para garantir uma distribuição contínua a quem não estava presente.
A aceitação foi excelente. Profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) elogiaram a iniciativa, ressaltando que o tema dialoga perfeitamente com projetos terapêuticos já existentes nas unidades, como a criação de hortas comunitárias. Para os pacientes, o impacto prático é real. O senhor João Silva, que acompanhou a ação nas USFs, confirmou os benefícios para a mente e compartilhou sua experiência:
“Eu já tenho uma plantação na roça, gosto das plantas. Uma época, muito tempo atrás, na UNIVASF teve uma palestra falando sobre plantar, foi depois desse dia que comecei e tem sido bom.”
A iniciativa reforça que ações simples e o contato com a natureza são ferramentas poderosas para cultivar a saúde da mente.
Categorias: Saúde Mental, SUS, CAPS, Bem Estar, Meio Ambiente
Por Larissa Batista




